Para onde ir

Desconectei um pouco. Mas não deixei de pensar nesta aventura!

Ao pensar em migrar para qualquer lugar deste mundo, a primeira coisa que devemos definir, além dos motivos pessoais, é para onde ir! Neste caso, sem nunca ter pisado o pé na Australia, não sei porquê cargas d’água Melbourne, em Victoria, vem chamando atenção. Quando abrir o mapa da Australia para ver qual cidade se encaixava nos critérios que eu havia estabelecido – e isso é algo bastante pessoal, pois assim como o Brasil, lá parece ter climas para todos os gostos – Melbourne, lá na costa sul australiana, quase gritou o meu nome.

Curioso que sou, lancei todos os critérios que havia estabelecido, juntamente com o nome da cidade, em buscadores da internet e zás! Tudo sobre clima, arte, gastronomia, pessoas, trabalho, salários, qualidade de vida, diversão e por aí foi. Pronto! O contrato com Melbourne estava selado. Agora era só ver quais eram os tramites legais pra continuar a investida.

Um dos artifícios que utilizei pra saber mais sobre a cidade, sem ao menos saber como chegar lá, foi visitar blogs e mais blogs sobre o local. Conheci muita gente que conseguiu realizar seu sonho [ou sonhos] e muito material bacana, inspirador, de qualidade pode ser encontrado neste diários de bordo pessoal.

Por exemplo, consultando o oráculo Google, encontrei um canto especial chamado Na trilha do canguru. Foi uma benção ter conhecido o pessoal de lá. Prestativa, a Cris Graebin sabiamente relatou e ainda descreve suas impressões acerca do novo mundo: Melbourne antes e Sidney depois. Sentimentos, dificuldades, horizontes, descobertas. Parece louco, mas me identifiquei com os relatos da Cris e de tantos outros brasileiros que descrevem suas estórias no mundo virtual. Usar da translocação e imaginar-me tendo os mesmos anseios, vivenciando as mesmas dificuldades, fazendo as mesmas descobertas é algo inusitado e muito animador.

Independementte para onde você quer ir, na Australia ou em qualquer outro lugar, pesquisar acerca do destino é a maneira mais certa, acredito eu, de não nos surpreendermos com o desconhecido – sendo isso praticamente impossível.

Tente aliar seu roteiro a um cenário perfeito, e vá adicionando elementos a medida que for conhecendo a locação, assim como fazem os diretores de cinema. A vida pode imitar a arte, basta criatividade. Na revista da editora Abril chamada Vida Simples [julho de 2010], publicaram uma matéria interessante sobre a cidade ideal. Destrinçaram um livro, sem publicação brasileira ainda, chamado “Who’s your city” do autor Richard Florida. Com oito dicas, ele nos orienta como encontrar o local ideal que atenda as nossas expectativas.

  1. Conheça bem suas prioridades e determine o que imprescindível pra você.
  2. Compare fazendo uma relação entre a cidade onde vive e onde gostaria de morar
  3. Faça sua pesquisa sobre o lugar – mercado de trabalho, como vive as pessoas
  4. Pondere se este lugar oferece uma boa qualidade de vida, um bom sistema de transporte
  5. Confira o básico sobre saúde básica e segurança, estrutura educacional e urbana
  6. Cheque os valores sobre custos de se viver nessa cidade escolhida
  7. Faça um balanço se há aspectos conflitantes em sua lista
  8. Visite os lugares e conheça in loco as ruas e as pessoas

Mais informações, dê um pulo no site da Vida Simples. Muita coisa legal por lá!

No meu caso, fico com Melbourne, por enquanto! E isso pra mim, no meu processo é importante, porque minha licença será concedida, inicialmente apenas para o estado que eu escolher, sendo este caso, Victoria. Não posso dizer, de corpo e alma que é a melhor cidade para se viver, mas de um jeito ou de outro, é a melhor locação para o filme que vou começar a gravar. E o nome da película eu já tenho: Liberdade.

Faça sua pesquisa, trace seus objetivos, alie os elementos e pronto. Basta gritar “Luz, câmera e ação. Livre!”

24 de junho de 2010 às 1:38.

Respostas

  1. Sabe que escolhermos Melbourne do mesmo jeito que você. A vida nos levou para outros caminhos depois.
    Mas acho que você está no caminho certo. Quando chegar lá, não vai ter surpresas inesperadas (não muitas, pelo menos).
    Beijos.

  2. Eu espero estar mesmo, Cris. Pelo menos poderei dizer que tentei! E quanto as surpresas.. ESTA É A MELHOR PARTE! Rs. Beijão, nega


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